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Meta usará satélites para energia solar como no SimCity

Meta usará satélites para energia solar como no SimCity

A Meta, empresa de Mark Zuckerberg, vai usar satélites em órbita para enviar energia solar à Terra e alimentar seus data centers. A ideia foi tirada do jogo SimCity 2000. A companhia fez parceria com a startup americana Overview Energy, que desenvolve uma frota de satélites para coletar energia solar no espaço.

Diferente dos data centers orbitais, os satélites da Meta serão usados apenas para lançar a energia coletada em direção ao planeta, para fazendas solares. Outras empresas, como a SpaceX, planejam levar os dados diretamente para os satélites, com GPUs alimentadas por painéis solares.

O plano da empresa de Zuckerberg é transmitir até 1 gigawatt de energia solar do espaço. Isso aumentaria a capacidade das fazendas solares, que normalmente ficam inativas durante a noite. A ideia aparece no clássico de PC SimCity 2000, na forma da Usina de Energia de Microondas.

O conceito desse tipo de usina já tem décadas. Pesquisadores, incluindo do governo dos Estados Unidos, apontavam incertezas econômicas, ambientais e técnicas no projeto. No jogo, a usina dependia de satélites e podia pegar fogo quando o raio enviado errava o disco da antena da fazenda solar.

A Overview Energy planeja produzir satélites em massa que enviem luz próxima ao infravermelho, invisível ao olho humano. A Meta quer escalonar a produção já existente: as fazendas solares já existem e ganharão mais capacidade com o lançamento dos satélites, o que deve acelerar a operacionalização da iniciativa.

Os custos do projeto e a quantidade de satélites necessários para gerar 1 gigawatt não foram divulgados. A Overview Energy não entrou em detalhes. Segundo o Departamento de Energia dos Estados Unidos, seria necessário 1,9 milhão de painéis solares para gerar essa quantidade de energia.

A companhia parceira da Meta fez uma demonstração tecnológica em novembro. Usou um avião voando à noite equipado com os lasers do projeto, provando a viabilidade. Uma demonstração no espaço, em órbita baixa, está marcada para 2028. O lançamento de um sistema de satélites maior está previsto entre 2029 e 2030.

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