A Toyota encerrou um ciclo marcante no Brasil. O último Corolla produzido na planta de Indaiatuba (SP), inaugurada em 1998, foi apresentado em cerimônia aos funcionários como símbolo de despedida. O sedã, um Corolla Altis Premium, porém, não seguirá para as concessionárias e, portanto, não estará à venda.
Enquanto o carro ganha destino especial, a produção será totalmente concentrada em Sorocaba, onde a marca investe para ampliar sua capacidade e modernizar processos. O local, que já produz o Corolla Cross e o Yaris Cross, será agora o centro da operação nacional da marca japonesa. Com investimentos de R$ 11 bilhões até 2030, a unidade terá capacidade para fabricar até 270 mil veículos por ano, incluindo uma futura picape intermediária, originada no Corolla Cross.
Indaiatuba deixa um legado importante. Foi lá que o Corolla se nacionalizou e se tornou referência, inclusive como o primeiro carro híbrido flex produzido na América Latina. Ao longo de quase três décadas, mais de 1 milhão de veículos saíram de suas linhas de montagem, consolidando o sedã como ícone no mercado brasileiro.
Em vez de ser vendido, o último Corolla de Indaiatuba terá destino reservado: será preservado como peça histórica no Centro de Visitantes da Toyota em Sorocaba (SP). A decisão reforça o valor simbólico desse exemplar, que passa a representar oficialmente o fim de um ciclo e o início de outro.
Esse movimento também fortalece a estratégia da Toyota de aproximar sua história dos consumidores e visitantes. O museu em Sorocaba já reúne modelos emblemáticos e agora ganhará um dos mais importantes da trajetória da marca no país. O primeiro Corolla fabricado ali chegará ao mercado como linha 2027, marcando uma nova fase para o sedã.
A Toyota também está fazendo parte do Programa Move Brasil, que oferece a compra de diversos modelos a juros baixos para motoristas de táxi e aplicativos.
