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Cinebiografias musicais: 7 que erraram o tom

Cinebiografias musicais: 7 que erraram o tom

As cinebiografias musicais são um gênero comum no cinema, mas nem sempre conseguem corresponder ao que o público e a crítica esperam. Quando o filme retrata a vida de artistas de grande porte, a pressão aumenta, pois os fãs querem projetos que respeitem a obra do músico.

Existem cinebiografias que erram o tom por vários motivos. Entre os problemas mais comuns estão o uso de uma fórmula repetitiva, um roteiro que evita questões complicadas da vida do artista e até falhas na maquiagem e no figurino. Muitas vezes, essas produções lembram mais um clipe longo com os maiores sucessos do que um filme de verdade.

Nina (2016)

A cinebiografia de Nina Simone, com Zoë Saldaña no papel principal, teve apenas 2% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes. O filme conta fatos da vida da pianista e cantora, mas não se aprofunda nas nuances de sua história. Saldaña foi criticada pelo uso de maquiagem e prótese nasal para viver a artista, decisão da qual a atriz se arrependeu depois.

Bohemian Rhapsody (2018)

Apesar do sucesso de bilheteria, o filme sobre Freddie Mercury e o Queen não conseguiu mostrar toda a complexidade do cantor. A atuação de Rami Malek foi elogiada, mas o roteiro foi criticado por ser fraco e por parecer apenas uma coleção de grandes sucessos da banda, sem se aprofundar neles.

Stardust: O Nascer de uma Estrela (2020)

O longa sobre David Bowie foca na década de 1970, quando ele criou o personagem Ziggy Stardust. Com Johnny Flynn no papel principal, o filme entrega uma narrativa sem brilho e sem a força estética que o músico tinha nos palcos, resultando em uma produção desastrosa.

All Eyez on Me: A História de Tupac (2017)

Com Demetrius Shipp Jr. interpretando Tupac Shakur, o filme prometia mostrar a vida completa do rapper, mas caiu em convenções básicas do gênero. A produção transforma uma das vozes mais influentes da música em um conjunto de fatos, deixando de lado as nuances de suas experiências.

Disco de Ouro (2023)

Diferente das outras, esta cinebiografia conta a história de Neil Bogart, cofundador da Casablanca Records, gravadora que lançou nomes como Kiss, Donna Summer, Cher e Village People. A oportunidade de mostrar os bastidores da indústria se perde em um filme entediante, que não capta a energia da década de 1970.

Back to Black (2024)

A cinebiografia de Amy Winehouse, com Marisa Abela, não está à altura da artista. Embora não seja um desastre completo, o filme peca por tentar ser “respeitoso” demais, suavizando e simplificando a vida complexa e cheia de dores de Winehouse.

The Dirt: Confissões do Mötley Crüe (2019)

O filme sobre a banda de glam metal que fez sucesso nos anos 1980 teve opiniões divididas. O público gostou mais do que a crítica. O consenso é que a produção entrega a depravação e o caos da banda, mas não tem substância suficiente para se sustentar até o final.

Para quem gosta do gênero, vale conferir também 7 filmes e séries biográficos sobre astros do rock para completar a maratona musical.

Sobre o autor: Equipe de Produção

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