
O eclipse solar total da quarta-feira (12) foi registrado por satélites meteorológicos que acompanharam a sombra da Lua sobre o Hemisfério Norte. As imagens foram capturadas pelos equipamentos Meteosat-12 e GOES-19, operados pela Agência Espacial Europeia (ESA) e outras instituições.
Os satélites estão em órbita geoestacionária, a mais de 30 mil quilômetros de altitude. Dessa posição, eles filmaram em timelapse o deslocamento da sombra lunar até o terminador, que é a linha que separa o dia e a noite no planeta.
O fenômeno foi acompanhado por centenas de milhões de pessoas na Europa, América do Norte e em partes da Ásia e África. A fase total do eclipse, quando a Lua encobriu completamente o Sol, pôde ser vista em locais como Espanha e Islândia, desde que o céu estivesse sem nuvens. O eclipse parcial, por sua vez, foi o melhor registro do tipo na Europa desde 1999.
Eclipse solar de 2026
Eclipses solares acontecem quando a Lua se posiciona entre o Sol e a Terra. No caso de um eclipse total, é possível ver a Lua envolvida por um halo brilhante, que corresponde à coroa solar.
As imagens em alta resolução obtidas pelas agências espaciais devem contribuir para estudos meteorológicos e também servem como registro de um dos eventos astronômicos mais marcantes do século.
Embora eclipses não sejam fenômenos raros, pode levar décadas para que um evento dessa magnitude se repita na mesma região. Este foi o primeiro eclipse solar registrado durante o pico da chuva de meteoros Perseidas na literatura científica.
A equipe do Canaltech acompanhou o eclipse solar parcial e registrou o momento em que o Sol quase desapareceu no céu.
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