A OpenAI, empresa criadora do ChatGPT, divulgou um manifesto para reafirmar sua missão e seus planos para o futuro. A companhia listou três objetivos principais no momento: melhorar a inteligência artificial para pesquisas, contribuir para a economia mundial e oferecer um assistente pessoal para cada pessoa.
O documento reforça a meta de alcançar a inteligência artificial geral (AGI), quando a IA será capaz de raciocinar como um ser humano, em benefício da humanidade. A empresa também afirma que o desenvolvimento da tecnologia deve incluir diferentes setores da sociedade, sem ficar restrito a poucas empresas ou indivíduos.
Os três objetivos da OpenAI
O primeiro objetivo é criar um pesquisador de IA automático. A OpenAI diz que a ideia não é automatizar todas as tarefas, mas permitir que o usuário decida o que fazer. A empresa quer um sistema de IA que automatize o processo de pesquisa, mas mantenha a conexão com as pessoas. Isso agilizaria tarefas repetitivas e complexas, sempre sob controle do indivíduo. A companhia planeja dividir as pesquisas internas entre IA e pesquisadores humanos até março de 2028.
O segundo objetivo é acelerar a economia. A meta é impactar a economia global, melhorando a produtividade, o avanço científico e o crescimento do setor. Isso ocorre enquanto a empresa dá os primeiros passos para abrir seu capital. Segundo a Reuters, a OpenAI já entrou com um pedido inicial de IPO e busca uma avaliação de US$ 1 trilhão.
O terceiro objetivo é levar uma AGI pessoal para cada indivíduo. A AGI ainda não existe, mas a companhia reforça a intenção de que cada pessoa tenha um assistente personalizado, de acordo com suas necessidades. A nota diz que a população global poderia “beneficiar de uma das tecnologias mais transformadoras da humanidade da forma que preferir”. O ChatGPT já passa por ajustes para se tornar mais personalizado, com memória expandida para comandos e suporte a aplicativos de terceiros.
“Terceira fase” do projeto
Essas metas indicam o início de uma “terceira fase” do projeto da OpenAI. Segundo a empresa, a primeira fase foi dedicada às pesquisas sobre AGI. A segunda fase focou em transformar os resultados em produtos reais, com desenvolvimento de sistemas e aprendizado a partir do uso. A terceira etapa acontece em um momento em que a economia global está sendo reformulada em torno da IA, com desafios para manter a tecnologia segura e disponível para mais pessoas e organizações.
