Os carros elétricos estão cada vez mais presentes nas ruas brasileiras. O crescimento nas vendas acompanha a expansão da infraestrutura de recarga e a chegada de novos modelos ao mercado. Isso tem aumentado também o interesse do consumidor e, portanto, é importante saber o que não fazer ao comprar um carro elétrico.
Apesar de parecerem mais simples de usar do que os veículos com motor a combustão, os elétricos também exigem alguns cuidados específicos. O conjunto de baterias, os sistemas eletrônicos e o modo de recarga fazem com que algumas práticas comuns em carros tradicionais não sejam recomendadas nesse tipo de veículo. Por isso, conhecer o que não se deve fazer em um carro elétrico ajuda a preservar a vida útil da bateria, manter a eficiência energética e evitar custos desnecessários ao longo do tempo.
7. Deixar a bateria descarregar completamente com frequência – Permitir que a bateria chegue constantemente a níveis muito baixos não é indicado. As baterias de íons de lítio funcionam melhor quando operam dentro de uma faixa intermediária de carga. Zerar a bateria com frequência pode acelerar a degradação das células e reduzir a capacidade de armazenamento de energia com o passar do tempo. Muitos fabricantes recomendam manter a carga entre 20% e 80% durante o uso cotidiano.
6. Carregar sempre até 100% sem necessidade – Completar a carga até o máximo é outra coisa que precisa ser evitada. O carregamento total é indicado apenas quando o motorista pretende realizar viagens mais longas. Manter a bateria constantemente no limite máximo pode aumentar o estresse químico das células. Carregamentos parciais no uso diário contribuem para uma maior durabilidade do sistema.
5. Usar tomadas ou instalações elétricas inadequadas – Utilizar instalações elétricas improvisadas ou irregulares pode representar risco. Tomadas comuns ou circuitos antigos podem não suportar a demanda de energia exigida durante o carregamento. A recomendação é utilizar equipamentos homologados e uma instalação elétrica preparada. Em residências, a instalação de um carregador dedicado (Wallbox) costuma oferecer mais segurança e eficiência.
4. Ignorar atualizações de software – Os carros elétricos dependem de sistemas eletrônicos e softwares para controlar funções como gerenciamento da bateria, funcionamento do motor e eficiência energética. Atualizações liberadas pelas montadoras podem trazer melhorias, como ajustes no desempenho e correções de falhas. Deixar de realizar essas atualizações pode significar rodar com um sistema menos otimizado.
3. Acelerar demais com a bateria quase vazia – A resposta rápida ao acelerador é uma característica dos carros elétricos. Acelerações fortes quando a bateria está quase descarregada não são recomendadas. Quando o nível de energia é muito baixo, o sistema do veículo pode limitar a potência para proteger os componentes. Exigir desempenho máximo nessas condições pode afetar a eficiência e aumentar o esforço sobre alguns sistemas.
2. Deixar o carro sem uso por muito tempo com pouca carga – Se um carro elétrico ficar estacionado por longos períodos com a bateria vazia, podem ocorrer danos ao sistema de armazenamento de energia. Esse tipo de situação pode comprometer a integridade das células. Quando o veículo for ficar parado por semanas ou meses, o ideal é manter a bateria com um nível intermediário de carga, para que o sistema de gerenciamento consiga preservar melhor o conjunto.
1. Ignorar as revisões periódicas – Existe a ideia de que carros elétricos não exigem manutenção, mas isso não é totalmente correto. Embora tenham menos componentes mecânicos do que veículos a combustão, ainda existem itens que precisam de verificação periódica. Pneus, freios, suspensão e filtros do sistema de ar-condicionado continuam exigindo atenção. Alguns modelos possuem sistemas específicos de arrefecimento da bateria que também devem ser inspecionados durante as revisões.
Os cuidados com a bateria e os sistemas eletrônicos são parte da rotina de quem adota um carro elétrico. Além das práticas mencionadas, é importante considerar que a instalação de um wallbox em condomínio, por exemplo, requer planejamento e aprovação. Outro ponto é o custo anual de manutenção, que pode variar conforme o modelo e o uso. Esses fatores ajudam o proprietário a planejar melhor os gastos e a garantir o bom funcionamento do veículo ao longo do tempo.
