Se um carro híbrido com defeito na bateria consegue continuar rodando? A resposta, segundo especialistas, é “depende”. A capacidade de o veículo seguir viagem está diretamente ligada ao tipo de dano sofrido pela bateria.
A explicação técnica para esse comportamento está nos modelos híbridos plenos (HEV). Esses carros operam de forma integrada, gerenciando dinamicamente o motor a combustão e o propulsor elétrico. Essa operação pode ocorrer de forma paralela ou simultânea, mas, independentemente do caso, nem sempre a falha elétrica vai paralisar o carro.
Mesmo assim, não se deve ignorar os alertas no painel nem forçar o veículo a continuar rodando.
Bateria dos carros híbridos
Nos casos de danos mais simples na bateria, o carro não para, mas o motorista nota uma perda drástica de desempenho. Isso acontece porque a maioria dos motores térmicos dos híbridos funciona sob o ciclo Atkinson, uma calibração projetada para economizar combustível e que perde força em baixas rotações.
Como o motor elétrico deixa de fornecer o torque instantâneo, a unidade a combustão precisa carregar sozinha todo o peso extra do sistema elétrico. O resultado são acelerações arrastadas e um salto no consumo de combustível.
A situação muda se o defeito atingir a rede de alta tensão do veículo. Nesses casos, o sistema de gerenciamento eletrônico do carro corta a tração por completo como medida de segurança. Como resultado, o carro não sai do lugar.
De qualquer forma, a recomendação é levar o carro à oficina assim que o motorista notar sinais de problemas na bateria.
