O anúncio de Pokémon Champions gerou grande expectativa na comunidade por prometer uma experiência definitiva para o cenário competitivo. Nos moldes de “Stadium”, o jogo foca apenas nos combates e no treinamento dos monstros de bolso. No entanto, a iniciativa da The Pokémon Works gerou controvérsia no lançamento. Falhas de desempenho, limitação de criaturas e ausência de itens importantes criaram divisão entre os fãs.
Vinte dias após o lançamento, a dúvida é se Pokémon Champions deve ser descartado ou se a promessa será cumprida com o tempo, como em jogos como serviço. O jogo tem como objetivo ser o palco para duelos online e grandes competições, como o Video Game Championships (VGC).
Antes do lançamento, o estúdio já havia confirmado opções limitadas de monstros e pacotes pagos. A chegada foi marcada por erros de desempenho e problemas de lógica dentro da história da saga. O “dexit”, movimento de remoção de Pokémon dos games, é conhecido desde a 8ª geração. Pokémon Champions trouxe suporte para apenas 187 criaturas, menos de 20% do total de 1025 disponíveis na franquia. A situação piorou com o uso de personagens em trailers, como o Mega Raichu X, que não estão liberados no jogo.
O número de monstros é menor do que o visto em Pokémon Stadium 2, de Nintendo 64. A presença limitada de itens também desagrada. Embora mais itens sejam prometidos para o futuro, os jogadores precisam de um jogo funcional agora. Sem poderem usar suas estratégias, muitos se mantêm distantes.
As mecânicas pay-to-win impedem a diversão completa. Quem não tem um “arsenal” em Pokémon HOME ou joga Pokémon GO no smartphone fica limitado a poucos monstros no início. Os jogadores recebem muitos tickets para resgatar criaturas, mas só se diverte quem envia seu time dos games principais. A longo prazo, quem não paga perde, pois os adversários têm Pokémon com estatísticas máximas e movimentos aprimorados. Nem o treinamento é livre, limitando quem não quer gastar. As mecânicas são similares aos jogos gacha: faça login, faça combates, encontre monstros e ganhe pontos para liberar recursos.
Pokémon Champions possui animações melhores que as vistas em títulos recentes como Scarlet, Violet e Legends Z-A. O aspecto visual faz jus à geração Nintendo Switch. Trazer o jogo gratuitamente também tem méritos, mesmo com recursos pay-to-win. Antes, dois jogadores precisavam pagar R$ 400 cada em um título e passar horas treinando para se enfrentar. Agora, basta ter um Switch ou Switch 2. O aplicativo será disponibilizado em smartphones, democratizando o cenário competitivo. As competições funcionam bem, com conflitos dinâmicos e regras bem inseridas.
Desde o lançamento, diversas atualizações chegaram ao título, corrigindo bugs e problemas de desempenho. A qualidade nos consoles Nintendo melhorou, mas não se espera o mesmo nos dispositivos mobile. Os desenvolvedores prometeram trazer mais monstros, itens e suporte a mecânicas antigas. Talvez ainda não seja o melhor momento para jogar Pokémon Champions, mas com o tempo, acredita-se que ele pode se tornar o que busca. Em comparação, Pokémon Stadium 2, Pokémon Colosseum e Pokémon Battle Revolution fizeram um trabalho melhor em suas respectivas gerações. O novo título faz jus aos recentes, mas com bugs e controvérsias. A espera por melhorias pode valer a pena, mas como jogo como serviço, ele precisa de mais para se tornar viável. Games como Highguard e Concord “morreram” por menos, e há o temor de desligamento dos servidores.
