Lançado em 1985, o Master System ainda é um console desejado por muitos jogadores. O videogame de 8-bits da SEGA foi fundamental para a difusão dos games no Brasil durante os anos 1990, além de consolidar a Tectoy como a grande pioneira do setor no país, logo após a abertura das portas para a tecnologia estrangeira.
Os esforços da empresa em trazer o Master System para o Brasil não se resumiram apenas a uma mera representação. A Tectoy não só trouxe os consoles para cá como também localizou e disponibilizou grandes títulos dos primeiros passos da SEGA no mercado de games doméstico. Seja em locadoras ou nas lojas, muitos brasileiros tiveram acesso a Sonic The Hedgehog, Alex Kidd, Mônica e muitos outros títulos graças a esses esforços. Embora seja mais antigo e menos recordado do que o Nintendinho da Big N, o Master System foi a casa de grandes clássicos que permanecem no coração e na mente dos jogadores até os dias de hoje.
Nunca é tarde para recordar. Por isso, o Canaltech lista os 10 melhores jogos do Master System.
10. Zillion – Muitos podem não saber, mas Zillion foi um dos principais responsáveis por levar o Master System para o Brasil. O jogo de 1987 foi inspirado em um anime chamado Akai Koudan Zillion. Não demorou muito para que o título fizesse sucesso no Japão e ganhasse a light-gun ‘Zillion’. O produto chamou a atenção da Tectoy e marcou o início da parceria entre a brasileira e a SEGA. No Master System, Zillion se destacou por apresentar uma temática de ficção científica, com música e atmosfera que reforçavam o clima sci-fi. O título brilhava por seu sistema de upgrades e power-ups, além de exigir memorização de armadilhas e rotas.
9. California Games – Jogos de Verão, ou California Games, tornou-se um verdadeiro queridinho do Master System no Brasil. O cartucho reunia seis modalidades de esportes diferentes que marcaram a infância de muita gente que jogava com amigos. Jogos de Verão apresentava uma trilha sonora bem marcante para a época, permitindo que o título seja lembrado até os dias de hoje. Diferente de outros jogos do Master, ele não apresentava tanta complexidade e podia até ser um pouco repetitivo. Contudo, a variedade dos minigames e a chance de superar as pontuações dos amigos fizeram de Jogos de Verão um dos melhores games do sistema de 8-bits.
8. Shinobi – Shinobi é um dos clássicos mais marcantes do console. O jogo de ação foi portado dos arcades para o Master System em 1987. Nele, controlamos o ninja Joe Musashi, que precisa libertar as crianças de seu clã das garras da organização maligna Zeed. Shinobi era a prova viva de que era possível levar bons jogos de arcade para o sistema. Embora seja uma versão tecnicamente inferior, o game oferecia dificuldade balanceada e controles responsivos, além de variar a jogabilidade entre as fases.
7. R-Type – O Master System recebeu muitos shoot ‘em ups, dos obscuros aos inovadores (Fantasy Zone é um excelente exemplo). O jogo do subgênero que acabou brilhando mesmo foi R-Type, que já era bem renomado na época por suas versões de arcade. O título oferecia uma experiência de shooter um pouco menos frenética do que outros jogos da época, exigindo mais paciência para decorar padrões do que reflexos puros. O jogo também trazia uma experiência um pouco grotesca, com níveis e chefões de apelo visual muito forte.
6. Psycho Fox – Em um mundo onde Mario e Alex Kidd dominavam os jogos de aventura, lançar um título de plataforma era pedir para ser comparado ao bigodudo da Nintendo. Psycho Fox foi um desses casos, mas, diferentemente de outros títulos, foi muito bem-sucedido. O jogo é uma sequência do jogo Kid Kool, lançado em 1988 para o Nintendinho. Psycho Fox conseguiu consertar muitos dos problemas de seu antecessor, adicionando uma camada extra de rejogabilidade. A estrela do game é a possibilidade de trocar de forma entre outros três animais por meio de itens, o que variava bastante o gameplay.
5. Phantasy Star – Phantasy Star foi um verdadeiro diamante bruto da terceira geração. O exclusivo do Master System é um dos melhores (se não o melhor) RPGs lançados na época. O título ia na contramão da indústria ao abandonar a temática medieval para abraçar a ficção científica. Ele era uma potência gráfica que extraía o máximo do hardware da SEGA e inovou ao incluir seções de pseudo-3D. Phantasy Star foi um dos primeiros a trazer uma protagonista feminina, Alis. No Brasil, ganhou um peso ainda maior por receber uma localização da Tectoy, algo impensável para a época.
4. Mônica no Castelo do Dragão – Um dos maiores feitos da Tectoy no Brasil foi o empenho em ambientar os jogos para o nosso público. Mônica no Castelo do Dragão é o melhor exemplo dessa força. O jogo usava como base Wonder Boy in Monster Land e substituía personagens e itens pelas criações de Maurício de Sousa. Apesar da dificuldade elevada, o título apresentava uma excelente progressão de RPG para a época.
3. Sonic the Hedgehog – O Master System não foi a casa original de Sonic, o ouriço azul que seria a resposta à Nintendo. Na época em que a SEGA estava fazendo sucesso com o Mega Drive, a produtora optou por adaptar jogos de 16-bits para seu console de terceira geração. Assim nasceu Sonic the Hedgehog no Master System. Não se engane: o jogo não era apenas um demake, mas sim uma versão com estrutura própria e níveis exclusivos. Por aqui, o console foi vendido com Sonic estampando as caixas, o que ajudou a popularizar o personagem.
2. Alex Kidd – Alex Kidd foi um dos grandes mascotes da SEGA antes de Sonic. O jovem de orelhas grandes estreou em 1986, em Alex Kidd in Miracle World, sendo um dos títulos mais populares do sistema. O jogo oferecia uma trilha sonora cativante, gráficos vivos e uma dificuldade bastante elevada. No gameplay, sua principal arma era o próprio punho, além dos veículos que pegávamos ao longo das fases. Infelizmente, o personagem acabou esquecido nos cofres da SEGA após Sonic roubar os holofotes.
1. Castle of Illusion starring Mickey Mouse – Castle of Illusion foi o auge do Master System. O jogo trazia a estrela da Disney em um momento em que muitas crianças começavam a entrar em contato com as lendárias animações da empresa. Com visual muito superior à maioria das produções de 8-bits da época, era um pacote completo e obrigatório. Os níveis são bem desenhados, com caminhos secretos e alternativos. A trilha sonora é excelente e a jogabilidade muito responsiva. Sua dificuldade balanceada ajudou a tornar este o melhor título que o Master System ofereceu.
O console foi a casa de muitas franquias que mudariam a forma como jogávamos videogames nos anos 1980 e 1990, sendo fundamental para estabelecer a indústria como a conhecemos hoje. No Brasil, a importância do hardware é indiscutível, com um trabalho lendário da Tectoy louvável até os dias atuais. Com mais de quatro décadas de história, o Master System foi a porta de entrada para muitos jogadores brasileiros.
